quarta-feira, 4 de novembro de 2009

literatura ( barroco em Portugal )

Barroco em Portugal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Jose malhoa fado.jpg

O barroco em Portugal desenvolve-se entre 1580 e 1756. Em 1580 Portugal perde sua autonomia como país, passando a integrar o reino da Espanha. Em 1756 funda-se a Arcádia Lusitana – uma academia poética -, e tem início um novo estilo: o Arcadismo.

Índice

[esconder]

[editar] Introdução Histórica

Ao contrário do resto da Europa (onde se vivia um forte sistema político absolutista) o Barroco português não se inicia em 1600. Portugal encontra-se nesta época em profunda crise de catapora, económica e de identidade social; provocada principalmente pela perda do trono para Felipe II de Espanha. A nobreza abandona as cidades, saindo para o campo, levando pequenas cortes consigo, desta forma tentando preservar a identidade sócio-cultural portuguesa. Fechados às Chã]]. O Barroco como estilo arquitectónico exige dinheiro que Portugal, após a perda do Brasil para os holandeses, não tinha. A economia não era sustentável porque grande parte da riqueza nacional baseava-se no ouro e nas pedras vindas do Brasil, com as quais se comprava todos os bens de consumo que não eram produzidos no país. Só no fim do século XVII a crise económica do país melhora, remetendo, no entanto, para uma situação semelhante à do reinado de D. Manuel. Na continuação da corrente absolutista vivida já no resto da Europa, D. Pedro II depõe o irmão D. Afonso VI, alegando-o incapaz de governar e de gerir o reino.

[editar] Arquitetura Barroca

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Arquitectura Barroca em Portugal

A arquitectura Barroca em Portugal tem uma situação muito particular e uma periodização diferente do resto da Europa. É condicionada por diversos factores políticos, artísticos e económicos que originam várias fases e diferentes tipos de influências exteriores, resultando numa mistura original, frequentemente mal compreendida por quem procura ver arte italiana, mas com formas e carácter próprios. Inicia-se numa con Outro factor fundamental é a existência da arquitectura Jesuítica, também a chamada Arquitectura Chã. São edifícios basilicais de nave única, capela-mor profunda, naves laterais transformadas em capelas interligadas (pequenas portas de comunicação), interior sem decoração e exterior com portal janelas e muito simples. É um tipo de edifício muito prático, permitindo ser construído por todo o império com pequenas adaptações, e pronto a receber decoração quando se pensar seras da época e o fausto a que o reino chegou. A talha dourada assume características nacionais e posteriormente “joaninas” devido à importância e riqueza dos programas decorativos. A pintura, escultura, artes decorativas e azulejo também atravessam uma época de grande desenvolvimento.

[editar] Palácio de Mafra

O Palácio Nacional de Mafra é o mais internacional dos edifícios barrocos portugueses e, no seguimento da moda entre os monarcas europeus, reflecte a arquitectura absolutista, iniciada no Palácio de Versalhes em França. Constituído por um palácio real, uma basílica e um convento, resulta de uma promessa feita pelo rei em relação à sua sucessão. Com projecto de João Frederico Ludovice (Johann Friedrich Ludwig ), arquitecto alemão estabelecido em Portugal, inicia as obras em 1717 e termina em 1730. É um edifício imenso. Possui na fachada dois torreões, inspirados no desaparecido torreão do Paço da Ribeira, com a basílica ao centro e duas torres sineiras dominadas por uma imponente cúpula. Por trás fica o mosteiro de modo a que não seja visto da rua. O conjunto é visível do mar, funcionando como um marco territorial, e utilizado como residência de verão da corte. Sabe-se que o rei queria construir uma igreja ainda maior que o Vaticano, mas ao saber que foi necessário mais de um século mudou de ideias. No seu conjunto além da basílica destacam-se, ainda, a biblioteca os cinco órgãos da igreja e os dois carrilhões.

[editar] Norte de Portugal

No norte de Portugal as construções barrocas são numerosas. Com mais população e maiores recursos económicos, o norte, nomeadamente as zonas do Porto e de Braga, assistiu a uma renovação arquitectónica, visível numerosa lista de igrejas conventos e palácios da aristocracia. A cidade do Porto (classificada património da humanidade pela UNESCO) é a cidade do barroco. Destaca-se a obra do muito produtivo Nicolau Nasoni, arquitecto italiano radicado em Portugal, e edifícios originais e de bom enquadramento cenográfico como a igreja e torre dos Clérigos, a galilé da Sé do Porto, Igreja da Misericórdia do Porto, Palácio de São João Novo, Palácio do Freixo, Paço Episcopal do Porto e muitos outros.

[editar] Literatura barroca em Portugal

São importantes no barroco português: padre Antônio Vieira que participa tanto da história da literatura portuguesa quanto da literatura brasileira, sóror Mariana Alcoforado, D. Francisco Manuel de Melo.

[editar] Padre Antônio Vieira (1608 – 1697)

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Padre Antônio Vieira

Nasceu em Lisboa, em 1608. Aos seis anos veio com a família para a Bahia, iniciando seus estudos no Colégio dos Jesuítas. Aos 21 anos já era professor de Teologia no Colégio de Salvador. Em 1640, quando Portugal libertou-se do domínio espanhol, Vieira voltou para a terra natal. Adquiriu grande prestígio junto à Corte e foi nomeado pregador régio. Atacado pela Inquisição por defender os judeus, volta ao Brasil em 1652, estabelecendo-se como chefe de uma missão no Maranhão. Por combater a escravidão a que os colonos portugueses submetiam os indígenas, ele e os demais jesuítas da missão foram expulsos do Maranhão em 1661. Vieira finalmente caiu nas mãos da Inquisição: cassaram-lhe o direito de pregar e, mais tarde, condenaram o jesuíta à prisão domiciliar. Suspensa a pena graças à intervenção do rei de Portugal, partiu Vieira para Roma, onde solicitaria a anulação de seu processo. Numa breve passagem por Portugal, concluiu que jamais recuperaria o prestígio junto à Corte. Voltou para o Brasil em caráter definitivo, dedicando-se à obra de catequese e conversão. Sua atuação política, intimamente associada à sua obra, centralizou-se na defesa dos judeus, negros e índios. Morreu em 1697, em Salvador. A obra do padre Vieira compreende obras de profecia, cartas e sermões.

Obras de Profecia

História do Futuro e Esperanças de Portugal são duas obras proféticas publicadas. Partindo de uma interpretação da Bíblia, Vieira formula profecias para sua pátria.

Cartas

Nessa obra, de interesse documental, Vieira trata de diversos assuntos relacionados à sua atuação e à questões políticas do momento em que vivia no Brasil.

Sermões

O sermão é uma prática religiosa antiga. É uma espécie de discurso religioso que antigamente, na época do Pe. Vieira, era feito no púlpito. Normalmente discute os dogmas da religião, visando comover, ensinar e persuadir o ouvinte, que encontra-se apto para um reencontro com Deus. Geralmente os sermões eram longos e muito bem elaborados. Na atualidade eles são recitados em no máximo 20 minutos pelos padres. Constituem a melhor parte da obra de Vieira. São quinze volumes, compreendendo mais de duzentos sermões. Essas pregações religiosas refletem a essência do estilo barroco: a tentativa de expor uma síntese da dualidade do homem, ser composto de matéria (corpo), e espírito (alma). São bastante conhecidos os seguintes sermões:

a) Sermão da Sexagésima – de caráter metalingüístico, pois trata da própria arte de pregar.
b) Sermão pelo bom-sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda – cujo tema é a invasão holandesa de 1640. Vieira toma partido, obviamente, dos portugueses, contra os holandeses, que eram protestantes.
c) Sermão de santo Antônio – também conhecido como Sermão aos peixes, que versa sobre a escravidão indígena efetivada pelos colonos europeus.

Os sermões do padre Vieira buscam arrebatar o ouvinte para despertar sua consciência, convidando-o a pensar e agir. Visando a este objetivo, o jesuíta geralmente estabelece analogias entre o presente vivo e a Bíblia.

Categoria:
  • Barroco no Brasil
    O barroco, no Brasil, foi introduzido no início do século XVII pelos missionário s católico s, especialmente jesuíta s, que trouxeram o ...
    95 KB (14 399 palavras) - 18h09min de 3 de novembro de 2009
  • Barroco mineiro
    Chama-se Barroco mineiro à versão ... estado de Minas Gerais , Brasil , entre o início ... uma simples sub-escola barroca, mas um estilo ...
    24 KB (3 437 palavras) - 19h05min de 8 de outubro de 2009
  • Aleijadinho
    foi um importante escultor , entalhador, desenhista e arquiteto no Brasil colonial . Com um estilo relacionado ao Barroco e especialmente ...
    29 KB (4 344 palavras) - 22h03min de 6 de setembro de 2009
  • Talha dourada (secção O Barroco)
    Tornou-se num dos principais cunhos do barroco do norte de Portugal ... às formas e aos artistas locais como é visível no Brasil ou no oriente. ...
    20 KB (2 839 palavras) - 12h23min de 30 de maio de 2009
  • Arquitetura colonial do Brasil (secção Barroco religioso litorâneo)
    No Brasil , a Arquitetura colonial é definida como a arquitetura realizada no ... maneiristas , barrocos , rococó s e neoclássicos , porém a ...
    63 KB (9 105 palavras) - 13h08min de 17 de outubro de 2009
  • Santuário do Bom Jesus de Matosinhos
    Maranhão, no município brasil eiro de Congonhas , estado de Minas Gerais . ... num fluido desenho barroco setecentista, muros ligeiramente ...
    12 KB (1 657 palavras) - 11h31min de 7 de outubro de 2009
  • Doze profetas de Aleijadinho
    Barroco no Brasil data setembro de 2009 Categoria:Barroco mineiro Categoria:Congonhas Categoria:Esculturas Categoria:Aleijadinho ...
    14 KB (2 166 palavras) - 02h01min de 23 de outubro de 2009
  • Escultura do Brasil (secção O Barroco)
    Bom Jesus de Matosinhos A escultura no Brasil acompanhou as correntes estéticas ... rico da escultura no período barroco , com um estilo geral ...
    53 KB (7 679 palavras) - 17h45min de 25 de outubro de 2009
  • Brasil
    O Brasil (oficialmente República Federativa do Brasil) é uma república federativa ... O barroco desenvolveu-se no Nordeste nos séculos XVII ...
    156 KB (20 137 palavras) - 18h29min de 3 de novembro de 2009
  • Arquitetura do Brasil (secção Século XVIII: Barroco e rococó)
    A arquitetura do Brasil, desenvolvida através dos séculos desde o início de sua ... Contudo, a arquitetura bandeirista e o Barroco mineiro ...
    50 KB (6 931 palavras) - 11h11min de 13 de setembro de 2009
  • Literatura barroca no Brasil
    A literatura barroca no Brasil foi introduzida pelos portugueses, quando não havia ... brasileira, seria exagero falar em movimento barroco no Brasil. ...
    5 KB (694 palavras) - 16h12min de 19 de outubro de 2009
  • Barroco
    O Barroco foi um período estilístico e filosófico da História da sociedade ... Didaticamente falando, o Período barroco, vai de 1580 a 1756 . ...
    16 KB (2 106 palavras) - 19h58min de 3 de novembro de 2009
  • Igreja e Convento de São Francisco (Salvador)
    É considerada uma das mais significativas expressões do barroco no Brasil . O teto possui pinturas de Frei Jerônimo da Graça , realizadas ...
    4 KB (593 palavras) - 21h41min de 4 de outubro de 2009
  • Minas Gerais (redirecionamento para Minas Gerais (Brasil))
    Minas Gerais é uma das 27 unidades federativas do Brasil , sendo a quarta maior em ... O barroco e o rococó: Barroco mineiro e Barroco no Brasil ...
    53 KB (6 999 palavras) - 18h27min de 3 de novembro de 2009
  • Cultura do Brasil
    A produção literária no Brasil ganha impulso no período barroco, em que se destacam o poeta Gregório de Matos (1636-1696) e o jesuíta ...
    30 KB (4 002 palavras) - 13h54min de 8 de outubro de 2009
  • Agostinho de Jesus
    1600 -1661 ) foi um dos primeiros escultor es a trabalhar no Brasil . ... Referências : O Universo Mágico do Barroco Brasileiro. São Paulo: SESI ...
    2 KB (235 palavras) - 13h00min de 8 de fevereiro de 2009
  • José Joaquim da Rocha
    Salvador , 1807 ) fou um pintor , encarnador, dourador e restaurador brasil eiro. ... Categoria:Barroco no Brasil Categoria:Pintores coloniais do Brasil ...
    2 KB (251 palavras) - 02h46min de 30 de agosto de 2009
  • Museu da Inconfidência
    movimento pela Independência do Brasil baseado na Independência ... remanescentes da arquitetura colonial do barroco tardio no Brasil, erguido ...
    15 KB (2 187 palavras) - 14h11min de 10 de agosto de 2009
  • Pintura no Brasil (secção O fim do barroco)
    pintura no Brasil nasceu tardiamente em relação à descoberta e colonização do território. ... primeiro no apogeu do barroco com a pintura ...
    87 KB (12 551 palavras) - 10h05min de 27 de maio de 2009
  • António Vieira (secção No Brasil)
    possuem considerável importância no barroco brasileiro e português . ... No Brasil: António Vieira chegou à Bahia com seis anos de idade. ...
    16 KB (2 285 palavras) - 20h15min de 29 de outubro de 2009

Ácido ribonucleico

Ácido ribonucleico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

(Redirecionado de RNA)
Nota: RNA redirecciona para esta página. Se procura por outros significados de RNA, consulte RNA (desambiguação).

Na biologia, o ácido ribonucleico (sigla em português: ARN e em inglês, RNA, ribonucleic acid), é o responsável pela síntese de proteínas da célula. O RNA é um polímero de nucleótidos, geralmente em cadeia simples, que pode, por vezes, ser dobrado. Formado por moléculas de dimensões muito inferiores às do DNA.

Índice

[esconder]

[editar] Características

O RNA é constituído por uma Ribose, por um grupo fosfato e uma base azotada (nitrogenada).

A composição do RNA é muito semelhante ao do DNA (ácido desoxirribonucleico) contudo apresenta algumas diferenças:

  1. O RNA é formado por uma cadeia simples de nucleotídeos, e não uma de dupla hélice como o DNA. Uma conseqüência é que o RNA é mais flexível e pode formar uma variedade muito maior de formas moleculares tridimensionais complexas do que a dupla hélice de DNA. Um filamento de RNA pode se dobrar de tal modo que parte de sua próprias bases se pareiam umas com as outras. Tal pareamento intramolecular de bases é um determinante importante da forma do RNA.
  2. O RNA tem o açúcar ribose em seus nucleotídeos em vez da desoxirribose encontrada no DNA. Como os nomes sugerem, os dois açúcares diferem na presença ou ausência de apenas um átomo de oxigênio. Os grupos de açúcar do RNA contêm um par oxigênio-hidrogênio ligado ao carbono 2', enquanto apenas um átomo de hidrogênio é ligado ao carbono 2' nos grupos de açúcar do DNA.
    1. Como um filamento individual de DNA, um filamento de RNA é formado de um arcabouço de açúcar-fosfato com uma base ligada covalentemente na posição 1' de cada ribose. As ligações açúcar-fosfato são feitas nas posições 5' e 3' do açúcar, como no DNA. Assim, uma cadeia de RNA terá uma ponta 5' e uma ponta 3'.
  3. Os nucleotídeos de RNA (chamados ribonucleotídeos) contêm as bases adenina (A), guanina (G), citosina (C) e uracila (U), mas esta última pirimidina, está presente em lugar de timina.
  4. O RNA, como a proteína mas não como DNA, pode catalisar importantes reações biológicas. As moléculas de RNA que funcionam como proteínas enzimáticas são chamadas de ribozimas.

[editar] Intermediário da transferência de informação

Em 1957 Elliot Volkin e Lawrence Astrachan fizeram uma observação significativa. Eles descobriram que uma das mais marcantes mudanças quando a E. coli é infectada pelo fago T2 é um rápido surto de síntese de RNA. Além disso, este RNA induzido por fago "renova-se" rapidamente; isto é, seu tempo de vida é curto. O seu rápido aparecimento e desaparecimento sugeriu que o RNA pode ter algum papel na expressão de genoma de T2 necessária para fazer mais partículas de vírus.

Volkin e Astrachan demonstraram a rápida renovação do RNA usando um protocolo chamado de experimento de pulso-caça. Para fazer um experimento de pulso-caça, as bactérias infectadas são primeiro alimentadas (pulsadas com) uracil radioativa (uma molécula necessária para a síntese de RNA mas não de DNA). Qualquer RNA sintetizado nas bactérias a partir daí está "marcado" com uracil radioativa prontamente detectável. Após um curto período de incubação, a uracil radioativa é removida e substituída (caçada) por uracil que não é radioativa. Este procedimento "caça" a remoção de marcação do RNA, porque, à medida que o RNA se degrada, apenas os precursores não não marcados estão disponíveis para sintetizar novas moléculas de RNA. O RNA recuperado logo após o pulso está marcado, mas o recuperado logo após o pulso está, indicando que o RNA tem um tempo de vida muito curto.

Um experimento similar pode ser feito com células eucarióticas. As células são primeiro pulsadas com uracil radioativa para um meio com uracil não marcada. Nas amostras colhidas após o pulso, a maior parte da marcação está no núcleo. Nas amostras obtidas após a caça, o RNA marcado é encontrado no citoplasma. Aparentemente, em eucariontes, o RNA é sintetizado no núcleo e então move-se para o citoplasma, onde são feitas as proteínas. Assim, o RNA é um bom candidato para intermediário da transferência de informação entre o DNA e a proteína.

[editar] Transcrição

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Transcrição

Consiste na síntese de RNA. A molécula de DNA abre-se em um determinado ponto e nucleotídeos livres na célula vão se pareando a esse segmento aberto. Completado o pareamento a esse segmento aberto, está pronta a molécula do RNA, o DNA que serviu de molde reconstitui a molécula original.

[editar] Localização

Em células eucariotas, o RNA localiza-se no citoplasma (maior quantidade) e no núcleo onde é sintetizado. A quantidade de RNA é variável de célula para célula e com a atividade celular.

[editar] Função

Varia de acordo com a classe do RNA. Por exemplo, o RNA mensageiro orienta quais aminoácidos e em que ordem serão utilizados para sintetizar proteínas. Geralmente, os RNAs das diversas classes até hoje descobertas atuam no processamento e degradação de RNAs mensageiros e na síntese de proteínas.

[editar] Classes

[editar] RNA mensageiro

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: RNA mensageiro

Os genes, segmentos de DNA que servem de molde para as moléculas de RNAm, localizam-se nos diversos cromossomos da célula, geralmente separados por longos segmentos de DNA não-codificante. As moléculas de RNA mensageiro(RNAm) sintetizadas a patir dos genes têm a informação para a síntese de proteínas, codificada na forma de trincas de bases nitrogenadas. Cada trinca é chamada códon e define cada aminoácido constituinte da proteína.

A correspondência entre o códon e seu respectivo aminoácido é feita pelo RNAt, por meio do anticódon. Por exemplo, o RNAt com anticódon UAC encaixa-se no RNAm apenas se houver o códon AUG. Como esse RNAt transporta o aminoácido metionina é ele que irá se encaixar nos locais da cadeia polipeptídica correspondentes aos códons AUG do RNAm. Assim, os RNAt atuam na síntese das proteínas como "adaptadores", encaixando os aminoácidos de acordo com os códons do RNAm. O ribossomo, por sua vez, serve de suporte para o acoplamento do RNAm e dos RNAt.

[editar] RNA transportador

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: RNA transportador

As moléculas de RNA transportador(RNAt) também são sintetizadas a partir de segmentos de DNA presentes em certas regiões específicas dos cromossomos. Esse tipo de RNA é chamado de transportador por ser o responsável pelo transporte das moléculas de aminoácidos até os ribossomos, onde elas se unem para formar as proteínas. Um RNAt é uma molécula relativamente pequena. Em uma das extremidades liga-se um aminoácido específico; em sua região mediana há uma trinca de bases, o anticódon. Por meio do anticódon, o RNAt emparelha-se temporariamente a uma trinca de bases complementares do RNA mensageiro(RNAm), o códon. rigth

[editar] RNA ribossômico

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: RNA ribossomal

São os principais componentes dos ribossomos, que são grandes maquinarias macromoleculares que guiam a montagem da cadeia de aminoácidos pelo mRNA e tRNA.

Uma outra classe de RNA funcionais participam do processamento de RNA e é especifica de eucariontes. Este e uma composicão de RNA com protéinas especiais.

[editar] RNA pequenos nucleares

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: RNA pequeno nuclear

São partes de um sistema que processa os RNA transcritos em células eucariontes. Alguns snRNAs guiam a modificação de rRNA. Outras se unem a várias subunidades proteicas para formar o complexo de processamento de ribonocleoproteínas ( chamado spliceossomos) que remove os intrãos dos mRNA eucarióticos.

[editar] Bibliografia

  • Griffiths, Wessler, Lewontin, Gesbart, Suzuki e Miller. Introdução à genética, 8a edição - Guanabara Koogan, 2006.
  • Amabis, J M e Martho, G R. Biologia - Moderna, 2004.

[editar] Ver também

Commons
O Wikimedia Commons possui multimedia sobre RNA


aulas pré-vestibulares- biologioa / dna

Ácido desoxirribonucleico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

(Redirecionado de Dna)
Estrutura de um ADN
Portal A Wikipédia possui o
Portal de Genética

O ácido desoxirribonucleico (ADN, em português: ácido desoxirribonucleico; ou DNA, em inglês: deoxyribonucleic acid), é um composto orgânico cujas moléculas contêm as instruções genéticas que coordenam o desenvolvimento e funcionamento de todos os seres vivos e alguns vírus. O seu principal papel é armazenar as informações necessárias para a construção das proteínas e ARNs. Os segmentos de ADN responsáveis por carregar a informação genética são denominados genes. O restante da seqüência de ADN tem importância estrutural ou está envolvido na regulação do uso da informação genética.

A estrutura da molécula de ADN foi descoberta conjuntamente pelo estadunidense James Watson e pelo britânico Francis Crick em 7 de Março de 1953, o que lhes valeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1962, juntamente com Maurice Wilkins.

Do ponto de vista químico, o ADN é um longo polímero de unidades simples (monômeros) de nucleotídeos, cujo cerne é formado por moléculas de açúcares e fosfato intercalados unidos por ligações fosfodiéster. Ligada à molécula de açúcar está uma de quatro bases nitrogenadas e é a seqüência dessas bases ao longo da molécula de ADN que carrega a informação genética. A leitura destas seqüências é feita através do código genético, o qual especifica a sequência linear dos aminoácidos das proteínas. A tradução é feita a partir de um RNA mensageiro que copia parte da cadeia de ADN por um processo chamado transcrição e posteriormente a informação contida neste é "traduzida" em proteínas pelo ribossomo. Embora a maioria do ARN produzido seja usado na síntese de proteínas, algum ARN tem função estrutural, como por exemplo o ARN ribossômico, que faz parte da constituição dos ribossomos.

Dentro da célula, o ADN pode ser observado numa estrutura chamada cromossoma durante a metafase e o conjunto de cromossomas de uma célula forma o cariótipo. Antes da divisão celular os cromossomas são duplicados através de um processo chamado replicação. Eucariontes como animais, plantas e fungos têm o seu ADN dentro do núcleo enquanto que procariontes como as bactérias o têm disperso no citoplasma. Dentro dos cromossomas, proteínas da cromatina como as histonas compactam e organizam o ADN. Estas estruturas compactas guiam as interacções entre o ADN e outras proteínas, ajudando a controlar que partes do ADN são transcritas.

O ADN é responsável pela transmissão das características hereditárias de cada ser vivo.

Índice

[esconder]

[editar] História

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Histórico do estudo do DNA

[editar] Descoberta

Friedrich Miescher

A história do DNA começa no final da década de 1860, com a chegada do médico suíço Friedrich Miescher (1844-1895) à Universidade de Tübingen, uma pacata cidade no sul da Alemanha. O jovem pesquisador estava disposto à dedicar-se ao estudo da química da célula e escolheu essa universidade porque nela o químico Felix Hoppe-Seyler (1825-1895) havia inaugurado um importante laboratório de química fisiológica. Na época floresciam idéias a respeito das origens e das funções das células. Há pouco tempo, a teoria da geração espontânea havia sido definitivamente desacreditada. A teoria celular estabelecia-se como um dos pilares da Biologia. Por tudo isso, as células atraíam a atenção de estudantes entusiasmados, como Miescher.

Felix Hoppe-Seyler foi quem primeiro descreveu as interações entre a hemoglobina, a proteína responsável pela cor do sangue, e o gás oxigênio. Seu trabalho levou-o a interessar-se aos glóbulos brancos presentes na circulação sangüínea. Foi por sugestão de Hoppe-Seyler que Miescher começou a estudar a química das células do pus; o material para a pesquisa era abundante, pois dezenas de bandagens com material purulento eram diariamente descartadas por um hospital próximo à universidade. Miescher trabalhou para desenvolver técnicas adequadas à retiração das células de pus das bandagens e à preparação para a análise química. O objetivo inicial era investigar as proteínas celulares, um grupo de substâncias descoberto cerca de 30 anos antes.

Em um dos seus muitos experimentos com células do pus, Miescher obteve um precipitado que diferia quimicamente de todas as substâncias protéicas conhecidas. Ele descobriu que a nova substância se concentrava no núcleo celular, na época considerado uma estrutura de pouca importância para o funcionamento celular. Aprimorando os métodos de extração e purificação da nova substância, Miescher demostrou que, além de estar nas células do pus, ela também estava presente em materiais tão diversos quanto o rim, o fígado , o testículo, a levedura e as hemácias nucleadas das aves.

A análise química mostrou que as quantidades relativas dos elementos hidrogênio (H), carbono (C), oxigênio (O) e nitrogênio (N) presentes diferiam das encontradas em proteínas; além disso, à substância descoberta Miescher denominou-a nucleína, pelo fato de ela estar concentrada no núcleo das células.

O trabalho sobre nucleína só foi publicado em 1871, após certa resistência do editor da revista científica, o próprio Hoppe-Seyler, que, no início, não acreditou nos resultados apresentados por Miescher. Mesmo depois da publicação do trabalho, muitos pesquisadores continuaram duvidando da existência da nucleína; na opinião deles, o achado de Miescher devia ser uma mistura de fosfato inorgânico e proteínas.[1][2]

[editar] Elucidação da composição química

As desconfianças quanto à real existência da nova substância descrita por Miescher só foram superadas por volta de 1889, quando Richard Altmann (1852-1900) obteve preparações altamente purificadas de nucleína, sem nenhuma contaminação por proteínas. Pelo fato de a substância ter caráter ácido, o que já havia sido detectado por Miescher, Altmann sugeriu que ela fosse chamada de ácido nucleico em vez de nucleína.

Outro pesquisador pioneiro na descoberta foi Albrecht Kossel (1853-1927). Em 1877, ele juntou-se ao grupo de pesquisa de Hoppe-Seyler, então trabalhando na Universidade de Estrasburgo (França), e começou a estudar a composição química das nucleínas. Kossel detectou dois tipos de bases nitrogenadas já conhecidas, a adenina e a guanina. Em 1893, identificou uma nova base nitrogenada, que era liberada pela degradação de nucleína da células do timo; por isso denominou-a timina. Logo em seguida, descobriu que a nucleína continha um quarto tipo de base nitrogenada, a qual denominou citosina. Em 1894, o grupo liderado por Kossel descobriu que os ácidos nucleicos continham também pentose, um açúcar com cinco átomos de carbono.

Em 1909, Phoebis Levine e Walter Jacobs (1883-1967) conseguiram determinar a organização das moléculas de fosfato, de pentose e base nitrogenada no ácido nucléico. Esses três componentes estão unidos entre si formando uma unidade fundamental, o nucleotídeo. Em 1930, Levine e colaboradores identificaram pentoses componente do ácido nucléico das células do timo, que denominaram 2-deoxi-D-ribose, pelo fato de ela possuir, no carbono 2 de sua cadeia, um átomo de oxigênio a menos que a ribose, uma pentose já conhecida, encontrada pelos pesquisadores em dois tipos de ácidos nucléicos: o ácido ribonucléico, ou ribose, e o ácido desoxirribonucleico, ou DNA, cujo açúcar é a desoxirribose.

[editar] Descoberta da transformação

Frederick Griffith em 1936.

Frederick Griffith fez uma importante observação no curso dos experimentos com a bactéria Streptococcus pneumoniae em 1928. Esta bactéria, que causa a pneumonia nos humanos, normalmente é letal em camundongos. Entretanto algumas linhagens desta espécie de bactérias desenvolviam-se menos virulentas (menos capazes de causar doenças ou morte). Nos experimentos de Griffith, ele usou duas linhagens que são distinguíveis pelo surgimento de suas colônias quando cultivadas em laboratório. Uma linhagem era um tipo normalmente virulento e mortal para a maioria dos animais de laboratório. As células desta linhagem estão envoltas em uma cápsula de polissacarídeo, dando às colônias em aspecto liso, donde esta linhagem ser identificada com S. A outra linhagem de Griffith era um tipo mutante não virulento que crescia em camundongos mas sem ser letal. Nesta linhagem, a capa de polissacarídeo está ausente, dando às colônias um aspecto rugoso . Esta linhagem é chamada R.

Griffith matou algumas células virulentas, fervendo-as. Ele então injetou as células mortas por aquecimento nos camundongos. Os camundongos sobreviveram, mostrando que os restos das células não causam morte. Entretanto os camundongos injetados com uma mistura de células não virulenta mortas por aquecimento e células não virulentas vivas, morreram. Além disso, as células vivas podiam ser recuperadas de camundongos mortos. Estas células deram colônias lisas e foram virulentas em uma injeção subseqüente. De algum modo, os restos das células S aquecidas haviam convertido células R vivas em células S vivas.

História- governo getulio vargas

Getúlio Vargas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Para outros significados de Getúlio Vargas, ver Getúlio Vargas (desambiguação).


Getúlio Dorneles Vargas
Getúlio Vargas
14° Presidente do Brasil Bandeira do Brasil
Mandato
3 de novembro de 1930 até
29 de outubro de 1945
Vice-presidente nenhum
Precedido por Junta Governativa Provisória de 1930
Sucedido por José Linhares
17° Presidente do Brasil Bandeira do Brasil
2° Mandato
31 de janeiro de 1951 até
24 de agosto de 1954
Vice-presidente Café Filho
Precedido por Gaspar Dutra
Sucedido por Café Filho
Governador do Rio Grande do Sul Bandeira Estado RioGrandedoSul Brasil.svg
Mandato
25 de janeiro de 1928 até
9 de outubro de 1930
Precedido por Borges de Medeiros
Sucedido por Osvaldo Aranha

Nascido em 19 de abril de 1882
São Borja, RS
Morreu em 24 de Agosto de 1954 (72 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Partido político Partido Republicano Rio-grandense (PRR) e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)
Esposa Darcy Vargas
Profissão Advogado

Getúlio Dornelles Vargas[4] (São Borja, 19 de abril de 1882Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1954) foi um político brasileiro, chefe civil da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha depondo seu 13º e último presidente Washington Luís.

Getúlio Vargas foi por duas vezes presidente da república do Brasil: Na primeira vez, de 1930 a 1945, governou o Brasil em três fases distintas: de 1930 a 1934, no governo provisório; de 1934 a 1937, no governo constitucional, eleito pelo Congresso Nacional; e de 1937 a 1945, no Estado Novo. Na segunda vez, de 1951 a 1954, governou o Brasil como presidente eleito por voto direto.

Getúlio era chamado, pelos seus simpatizantes, de "pai dos pobres" (título tirado do livro de Jó 29,16), e, por pessoas próximas, de "Doutor Getúlio". A sua doutrina e seu estilo político foram denominados de getulismo ou varguismo. Os seus seguidores, até hoje existentes, são denominados getulistas.

Suicidou-se, em 1954, com um tiro no coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. Getúlio Vargas foi o mais controvertido político brasileiro do século XX. Sua influência se estende até hoje. A sua herança política é invocada por pelo menos dois partidos políticos atuais: o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).